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O acúmulo de cálculo dentário e o papel da nutrição para manter a saúde oral dos cães

Dentre os serviços de pet care, definido como os cuidados dispendidos por tutores aos seus animais de companhia, destacam-se aqueles relacionados à alimentação, banho e vacinação. Os cuidados com a saúde oral costumam passar despercebidos aos tutores, e reconhecidos apenas quando o animal apresenta halitose ou algum dano à dentição. No entanto, os cuidados à saúde oral são indispensáveis, pois impactam diretamente na saúde geral e longevidade de cães. Assim como os humanos, os cães são classificados como difiodontes pois possuem duas dentições ao longo da vida, a primeira dentição decídua é composta por 28 dentes, já a segunda dentição permanente por 42 dentes. Além disso, cães são heterodontes pois sua dentição possui formatos e funções diferentes, como apreensão (dentes incisivos), corte e preensão (dentes caninos) e mastigação (dentes pré-molares e molares) (Wiggs et al., 1997, Román 1992). As estruturas que circundam a dentição conferem proteção (gengiva) e sustentação (cemento, osso alveolar e ligamento periodontal) e compõem o periodonto (Harvey 1998). A periodontite é a doença oral que mais acomete cães (Niemiec, 2008). A inflamação se estende pelos tecidos de proteção e sustentação promovendo danos permanentes como destruição do periodonto, mobilidade e perda dentária. Além dos danos à cavidade oral, a periodontite pode causar danos sistêmicos ao coração, rins e fígado (DeBowes et al., 1996; Pavlica et al., 2008). O primeiro estágio da doença periodontal é pouco visível e compreende o período no qual as bactérias Gram-positivas aeróbias e anaeróbias facultativas, naturalmente presentes na cavidade oral, produzem e secretam o biofilme ou placa bacteriana sobre a superfície dentária. A elevada disponibilidade de nutrientes na saliva propicia a proliferação destes microrganismos (Harvey 1998). À medida que ocorre o espessamento da placa bacteriana a disponibilidade de oxigênio é restrita e, assim, ocorre a mudança da composição de microrganismos para bactérias Gram-negativas anaeróbias (American Academy of Periodontology1 1999; Hardham et al., 2005). O estágio seguinte da doença periodontal se dá pela mineralização da placa bacteriana pré-existente formando o cálculo dentário, popularmente conhecido como tártaro, através da deposição de carbonatos e fosfatos de cálcio que circulam na saliva (Harvey 1998). Os estágios mais avançados da periodontite são caracterizados pelo aumento da permeabilidade tecidual, facilitando a entrada de bactérias patogênicas pela circulação sistêmica, e resposta imune através da infiltração de neutrófilos, macrófagos e linfócitos sobre os tecidos periodontais, liberando metabólitos e desencadeando a retração gengival, destruição do ligamento periodontal e reabsorção óssea (Ishikawa 2007).

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