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Aditivos equilibradores da microbiota intestinal na avicultura – parte2

Existe uma ampla quantidade e variedade de aditivos que atuam promovendo maior saúde do trato gastrointestinal, e os mais comuns e utilizados na avicultura são os antibióticos melhoradores de desempenho, cujo seu início de uso na produção animal data da década de 1940 (NIEWOLD, 2007). Antibióticos como melhoradores do desempenho são substâncias administradas em produtos destinados à alimentação animal com a finalidade de melhorar a taxa de crescimento e/ou eficiência da conversão alimentar (Compêndio Brasileiro de Alimentação Animal, 2017). Os antibióticos atuam no lúmen intestinal (não sendo absorvidos), inibindo microrganismos responsáveis por infecções subclínicas e reduzindo inflamações no epitélio intestinal, através da diminuição do número de bactérias patogênicas, bem como sua adesão à mucosa intestinal (SOARES, 1996). No entanto, a utilização indiscriminada pode exercer pressão de seleção em colônias bacterianas, permitindo o aparecimento de indivíduos cada vez mais resistentes aos antibióticos (SCHNEIDER et al. 2011). Essa probabilidade provocou o banimento dessas substâncias pela União Europeia no ano de 2006, e restrições a muitos princípios ativos utilizados em países, grandes produtores de frangos e ovos, como Brasil e Estados Unidos. A resistência microbiana ocorre quando as bactérias encontram maneiras de sobreviver aos antimicrobianos presentes no seu meio, modo este, que pode ser através de: menor absorção do antibiótico pela membrana da bactéria, minimizando ou impedindo totalmente o efeito; metabolizando o antibiótico em produtos não nocivos ou transformando-o em um produto com o qual a bactéria possa coexistir (EDENS, 2003). As bactérias podem também transmitir essa resistência adquirida para outras (Quorum sensing). Cortez et al. (2006), estudando a resistência de 29 cepas de Salmonella spp. presentes em águas de escaldamento, evisceração e resfriamento, e nas carcaças, penas e fezes de frangos frente à ação de 12 antimicrobianos de uso comum na avicultura, concluíram que 86,2% das amostras foram resistentes ao aztreonam e à ampicilina, 72,4% à tetraciclina e 55,2% à amoxicilina/ácido clavulânico e sulfazotrim, atribui-se os resultados ao uso indiscriminado dos antibióticos. Uma séria discussão deve ser levantada quando se trata da proibição de antibióticos como melhoradores de desempenho, visto que, o banimento dessas drogas em alguns casos não diminuiu a resistência microbiana e resultados observados em alguns países não se repetiram em outros, os casos de infecções provocadas pelos mesmos aumentaram, gerando piora na saúde e desempenho animal, e houve aumento do uso dos antibióticos com finalidade terapêutica (CASEWELL et al., 2003; CARDINAL et al., 2019). Antibióticos administrados como terapêuticos não apenas matam as bactérias patogênicas alvo, mas também destroem a microbiota geral do hospedeiro, que às vezes resulta em desequilíbrio bacteriano levando a diarreia e infecção secundária, que possuem tratamento difícil (SULAKVELIDZE et al., 2001). Devido a esse fato, vários aditivos alternativos vêm sendo estudados e já utilizados para a substituir os antimicrobianos, objetivando reduzir o estabelecimento, a propagação e a produção de toxinas pelos microrganismos patogênicos que povoam o TGI, promovendo, portanto, maior saúde e integridade da mucosa do trato gastrointestinal, e permitindo maior digestão e absorção da dieta e seus nutrientes. #avicultura #saudeintestinaldeaves #aditivos #zootecnia #monogástrico #agro #microbiotaintestinal

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